REFERENCIAL TEÓRICO
CAPÍTULO I
A PEDAGOGIA DOS PROJETOS DE APRENDIZAGEM
Este capítulo busca conceituar a pedagogia dos projetos de aprendizagem. Para isso faremos uma breve relação entre esta e as suas bases epistemológicas que estão aportadas interacionismo e no construtivismo. Dentro desta necessidade, faremos o uso da contribuição construtivista de Paulo Freire à educação, pois foi ele quem melhor traduziu em língua pátria a necessidade de uma escola capaz de tornar-mos independentes.
faremos uma reflexão comparativa entre projetos de ensino e projetos de aprendizagem e concluindo o capítulo trabalharemos as mais variadas formas de levantar problemas.
1.1 – As bases epistemológicas da Pedagogia de Projetos de Aprendizagem.
‘’Desde o momento em que o homem começou a sistematizar o conhecimento dando-lhe registro e ordenamento racional, surgiram as primeiras questões de natureza epistemológica, o que aconteceu, de forma mais característica, com o surgimento da filosofia grega”.
Enildo Marinho Guedes.
Em física o termo opaco significa sem luz ou aquele que impede a luz. O conhecimento sobre o mundo em que vivemos, o corpo humano, as reações químicas, as dilatações físicas dos materiais, a história de um povo, a geografia de uma região e até mesmo as relações sociais das pessoas nas metrópoles são conhecimentos que precisam ser transferidos de geração para geração. Como a escola faz isto? Há um espaço vazio na escola? O que devemos aprender e ensinar? O que orienta um projeto de aprendizagem?
Numa análise epistemológica temos que recorrer ao que já escreveram os teóricos para podermos compreender os conceitos e apropria-los e através destes orientar nosso trabalho.
Eliane Schlemmer traduz na melhor forma o que significa a concepção interacionista/construtivista:
“Na concepção epistemológica interacionista/construtivista, o conhecimento é entendido como uma relação de interdependência entre o sujeito e seu meio. Tem um sentido de organização, estruturação e explicação a partir do experienciado. É construído a partir da ação do sujeito sobre o objeto de conhecimento, interagindo com ele, sendo as trocas sociais condições necessárias para o desenvolvimento do pensamento”. (Página tal).
A pedagogia dos projetos de aprendizagem é interacionista porque propõe uma ação do sujeito sobre o objeto, levando em conta a capacidade que os objetos de estudo tem de serem dinâmicos e mutáveis, quando não eles, nossas interpretações. “portanto, a aprendizagem não se dá pela simples transmissão de algo que está fora, mas sim, depende do desequilíbrio cognitivo,o qual é provocado num processo de interação'' entre as partes – sujeito e objeto. Sabendo-se que Jean Piaget foi o maior expoente dessa vertente.
É também construtivista. Mas o que é construtivismo? Antes de argumentar, vamos ver algumas definições cientificas. No Dicionário Prático de Pedagogia de Tânia Dias Queiroz “contrutivismo significa isto: a idéia de que nada, a rigor, está pronto e acabado, e de que, especificamente, o conhecimento não é dado, em nenhuma instância, como algo terminado.”
Essa autora lembra-nos que Jean Piaget e Vygotsky são os maiores representantes dessa corrente. Veja como Bárbara Freitag conceitua construtivismo:
“Construtivismo é descrito como uma corrente de pensamento que vê o processo de aprendizagem como uma ação refletida de construção interiorizada nas estruturas mentais, onde o pensamento não tem fronteiras, ele se constrói, baseado no pressuposto de que as estruturas de pensamento, do julgamento e da argumentação dos sujeitos não são impostas aos indivíduos, de fora, nem são, porém inatas. São o resultado de uma construção realizada por parte do sujeito em longas etapas de reflexão.” (Página tal).
Já definidos os conceitos, podemos, agora, estabelecer as relações confluentes entre essas teorias citadas acima e a pedagogia dos projetos de aprendizagem:
a) O que o aluno traz de casa, da sua comunidade, da sua cultura é relevante na sua aprendizagem;
b) A realidade que vive faz parte da construção do conhecimento, para confirmá-lo ou transformá-lo;
c) Os conteúdos escolares podem ser definidos a partir de sua realidade;
d) Podemos problematizar esses conteúdos.
No Brasil, Paulo Freire foi o educador que evidenciou em toda a sua obra essa necessidade de interação entre as partes -sujeito/objeto o valor dos conhecimentos prévios acumulados pelos alunos. A obra de Paulo Freire é fundamental na construção da pedagogia dos projetos de aprendizagem porque na sua proposta conhecimento é mola propulsora e libertadora, capaz de tornar os estudantes independentes e autônomos.
As idéias de Paulo Freire trazem à tona essa necessidade. No seu livro Pedagogia da Indignação, publicado após a sua morte pela sua esposa, ele expõe claramente sua proposta:
“Não haveria cultura nem história sem inovação, sem criatividade, sem curiosidade...” (Paulo Freire, 2000, página 30.)
Será que os alunos não tem curiosidade? Ele continua:
“...sem liberdade sendo exercida ou sem liberdade pela qual, sendo negada, se luta. Não haveria cultura nem história sem risco, assumido ou não, quer dizer, risco de que o sujeito que o corre se acha mais ou menos consciente.” (Idem)
Será todo conhecimento está pronto? Não há problemas? Completa ele:
“É que o risco é um ingrediente necessário a mobilidade sem o qual não há cultura nem história. Daí a importância de uma educação que, em lugar de procurar negar o risco, estimule mulheres e homens a assumi-lo. É assumindo o risco, sua inevitabilidade, que me preparo ou me torno apto para a assumir este risco..” (idem)
Ao longo de sua intensa produção, Paulo Freire sustenta em suas teses “que o pedagogo deve cuidar de libertar o homem o homem das alienações que a conciencia dominadora o submete.” Para ele “a melhor maneira de refletir é pensar a prática e retornar a ela para transformá-la. E é por meio da educação que há a formação da autonomia intelectual do cidadão, para que possa intervir sobre a realidade.”
recuperando a última frase: intervir sobre a realidade, podemos indagar: quem conhece melhor a realidade do aluno? Senão o próprio aluno, então, ele deve fazer as perguntas e levantar os problemas que quer analisar. Definidas as suas prioridades de estudo e as analisando poderá interferir ou não usando um conhecimento substancial sobre o assunto.
Paulo Freire manteve muito claras suas idéias em seu último trabalho, mostrando que não distanciou em nenhum momento de suas idéias originais, sempre defendeu a preocupação em vincular o homem ao seu mundo, a compreende-lo, a apreende-lo para si e tornar-se um ator da sua vida, ser sujeito ativo dessa história universal do homem sobre a Terra, para ele:
''Estar no mundo, para nós, mulheres e homens, significa estar com ele e com os outros, agindo, falando, pensando, refletindo, meditando, buscando, intelegindo, comunicando o intelegido, sonhando e referindo- se sempre a um amanhã, comparando, valorando, decidindo, transgredindo princípios, encarnando-os, rompendo, optando, crendo ou fechados às crenças.” (Paulo Freire, 2000, página 125).
Essas idéias fundamentam a pensarmos uma outra escola que contemplem todos os verbos citados por ele acima. Mais adiante Paulo confirma seu pensamento sobre nossa estada aqui:
''O que não é possível é estar no mundo, com o mundo e com os outros, indiferentes a uma certa compreensão de por que fazemos o que fazemos, de a favor de que e de quem fazemos, de contra que e contra quem fazemos o que fazemos. O que não é possível é estar no mundo, com o mundo e com os outros, sem estar tocados por uma certa compreensão de nossa própria presença no mundo.” (Idem).
Vejamos que na última frase Paulo tem as mesmas preocupações que Milton Santos, basta lermos o epígrafe deste trabalho. E é esta preocupação, sermos sujeitos ativos e autônomos, que orienta a Pedagogia dos Projetos de aprendizagem, o qual abordaremos a seguir.
1.2 – O que é Projeto de Aprendizagem?
Vivemos um novo momento onde a globalização e as novas tecnologias vem aumentando sua influência na educação. A aprendizagem dos conteúdos escolares devem passar também por uma nova reestruturação. Nesse sentido nasce o Projeto de Aprendizagem. Primeiramente temos que deixar claro claro que projeto de aprendizagem não é a mesma coisa que projeto de ensino. O Projeto de Aprendizagem – PA tem suas próprias características. Veja o quadro abaixo:
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ENSINO X APRENDIZAGEM
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Ensino por projetos
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Aprendizagem por projetos
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Quem escolhe o tema? (Autoria)
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Professores, coordenação pedagógica
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Alunos e professores individual e, ao mesmo tempo, em cooperação
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Qual é o contexto?
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Arbitrado por critérios externos e formais
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Realidade da vida do aluno
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A quem satisfaz?
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Arbítrio da seqüência de conteúdos do currículo
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Curiosidade, desejo, vontade do aprendiz
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Como são tomadas as decisões?
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Hierárquicas
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Heterárquicas
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Como são definidas as regras, direções e atividades?
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Impostas pelo sistema, cumpre determinações sem optar
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Elaboradas pelo grupo, consenso de alunos e professores
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Qual o paradigma?
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Transmissão do conhecimento
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Construção do conhecimento
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Qual é o papel do professor?
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Agente
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Problematizador/orientador
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Qual é o papel do aluno?
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Receptivo
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Agente
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Fonte: Léa da Cruz Fagundes. Aprendizes do Futuro: as inovações começaram!
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O PA busca efetivar a colaboração entre alunos e alunos e alunos e professores/orientadores. Partem da realidade de vida do aluno e tem por base a curiosidade, o desejo e a vontade de aprender, aspectos sempre presentes na pedagogia de Paulo Freire.
O objetivo do PA é a construção do conhecimento colocando o professor como problematizador e o aluno como agente. Fazendo com que os conteúdos sejam também sugeridas pelos alunos ou pelo grupo de alunos envolvidos, onde as decisões são tomadas por todos.
Partindo dessa prerrogativa, os alunos decidem juntos o que vão estudar, depois de, é claro, previamente ser problematizado em sala de aula pelo professor os assuntos que o aluno traz de sua realidade. Porém no PA o professor não pode induzir, o objeto de aprendizagem tem que nascer da vontade dos alunos. Depois de definidos os assuntos/objetos/problemas o trabalho tem um encaminhamento próprio. Segundo Léa Fagundes os alunos devem levantar as suas certezas provisórias e as suas dúvidas temporárias em relação ao objeto, antes de iniciarem o desenvolvimento do PA.
Para Maria Aparecida Behrens: “A aprendizagem baseada em projetos demanda um ensino que provoque ações colaborativas num paradigma emergente, instrumentalizado pela tecnologia inovadora.” Pois quando queremos produzir conhecimento que envolvam a participação de alunos e professores temos que recorrer a todos os meios necessários. A tecnologia própria da nossa sociedade da informação que estamos vivendo não pode ficar alheia. Visto isto a natureza do PA é colaborativa e sendo colaborativa é pronta para as diversas formas de comunicação. Todas as possíveis.
Formas de comunicação diversas são próprias do nosso tempo. Além do telefone, do rádio, da televisão e do cinema que foram a sensação do século passado, quiça o telégrafo foi para o século XIX, a internet nasceu no fim do século XX e invadiu o presente século como a forma mais dinâmica de comunicação possível mesmo de permitir a integração das mídias em uma só.
Com o advento da sociedade da informação fundamentada na internet – rede mundial de computadores o aluno não pode ter o mesmo comportamento.
“A produção do saber nas áreas do conhecimento demanda ações que levem o professor e o aluno a buscar processos de investigação e pesquisa. O fabuloso acumulo da informação em todos os domínios, com um real potencial de armazenamento, gera a necessidade de aprender a acessar as informações. O acesso ao conhecimento e, em especial, a rede informatizada desafia o docente a buscar a nova tecnologia para atender as exigências da sociedade. Em face da nova realidade, o professor deverá ultrapassar seu papel autoritário, de dono da verdade, para se tornar um investigador, um pesquisador do conhecimento crítico e reflexivo. O docente inovador precisa ser criativo, articulador e, principalmente, parceiro de seus alunos no processo de aprendizagem.Nesta nova visão, o professor deve mudar o foco de ensinar para reproduzir conhecimento e passar a preocupar-se com o aprender e, em especial, aprender a aprender, abrindo caminhos coletivos de busca e investigação para a produção do seu conhecimento e do seu aluno.” (Marilda Aparecida Behrens, in José Manuel Moran, 2000, página 71)
O PA é, então, fundamentalmente coletivo e colaborativo, fruto da comunicação entre os agentes e explorador dos meios possíveis. Os meios de comunicação não estão estanques no tempo, são dinâmicos e os alunos devem ser inseridos a eles. Todos temos direitos às imensas informações produto do acumulo de conhecimento produzido pela humanidade.
“O aluno precisa ultrapassar o papel de passivo, de escutar, ler, decorar e de repetidor fiel dos ensinamentos do professor e torna-se criativo, crítico, pesquisador e atuante, para produzir conhecimento. Em parceria, professores e alunos precisam buscar um processo de auto-organização para acessar a informação, analisar, refletir, e elaborar com autonomia o conhecimento.” (Idem).
O professor numa PA é um orientador, “é um instigador, um fomentador, um incentivador porque o aluno “precisa ser instigado a buscar conhecimento, a ter prazer em conhecer, a aprender a pensar, a elaborar as informações para que possam ser aplicadas à realidade que está vivendo.”
Na pesquisa que empreendemos para definir o que é Projeto de Aprendizagem encontramos no ambiente e-proinfo do Ministéio da Educação em parceria com UFRGS uma síntese de Eduardo Chaves professor e pesquisador desta universidade. Veja a clareza das suas idéias sobre o PA:
“a) A pedagogia de projetos de aprendizagem procura evitar que crianças, adolescentes e jovens sejam obrigados a deixar de lado sua imaginação e sua criatividade ao entrar na escola, incentivando-os a pensar em coisas que gostariam de aprender e de fazer, cabendo ao professor procurar maneiras de, em cima desses interesses, tornar a atividade dos aprendentes útil no desenvolvimento de competências e habilidades básicas importantes para que vivam vidas autônomas, produtivas e responsáveis;
b) A pedagogia de projetos de aprendizagem procura evitar que a aprendizagem se torne algo passivo, puramente verbal e teórico, e, por conseguinte, desinteressante, abrindo o maior espaço possível para a participação ativa das crianças, dos adolescentes e dos jovens, não só na concepção e na elaboração dos projetos, mas também na sua implementação e na sua avaliação, pois a participação dos aprendentes nos projetos não só os motiva (por estar relacionada com seus interesses) como torna a sua aprendizagem ativa e significativa, um real fazer mais do que um mero assimilar;
c) A pedagogia de projetos de aprendizagem procura restabelecer um vínculo entre a aprendizagem que acontece na escola e a vida das crianças, dos adolescentes e dos jovens, pois os projetos que eles escolhem ou sugerem parte, inevitavelmente, de questões relacionadas à sua vida e à sua experiência que lhes parecem importantes e sobre as quais eles se interessam em aprender mais.”
Enfim, nos parece que a encruzilhada está a nossa frente. Temos que optar para onde vamos. Se vamos nos permitir em ser atores coadjuvantes ou seremos agentes na produção de conhecimento e faremos de nossos alunos parceiros nesta estrada.
Temos com certeza uma nova opção de trabalhar conteúdos através do PA. Temos que ter coragem e acreditar, pois como disse Willian Shaekespeare:
“Você aprende, depois de algum tempo você aprende a sútil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma...aprende que não pode dizer a uma criança que sonhos são bobagens...você aprende que se pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais e que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida, nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.” (O grifo é nosso).
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